A VIDA NO BAIRRO

 

ANÁLISE DO CONTEXTO

A maioria dos 9'000 habitantes da comunidade Fosfato são afrodescendentes. Encontra-se a problemática típica de um bairro popular em situação de risco e vulnerabilidade: baixa escolaridade, estruturas familiares fragilizadas, violência, alcoolismo, tráfico de drogas. Tiroteios acontecem frequentemente e muitas vezes as vítimas são jovens entre 15 e 25 anos que se envolveram de alguma forma.

Uma boa parte dos habitantes é desempregada ou vive de bicos. Em 2002 muitas crianças estavam com fome quando apareceram nas atividades sociais. Desde a implantação do Bolsa Família a situação melhorou significativamente. Mas ainda acontece que crianças andam descalças porque o dinheiro para comprar uma chinela está faltando.

 

SITUAÇÃO ESCOLAR

Para muitas crianças o sonho de um futuro melhor acaba já nos primeiros dez anos de vida porque além de ser confrontadas com tantos obstáculos no ambiente onde nasceram, o fracasso escolar faz com que elas se sentem confrontadas com dificuldades adicionais na hora de entrar na escola. 

Quando passam para o sexto ano, muitos percebem de repente que os conhecimentos são insuficientes porque foram promovidos sem base sólida. Uma situação que acaba com o estímulo de contiuar o estudo.  

Sobre as causas deste fracasso já foi escrito muito e as consequências são conhecidas. Sabe se que esta  situação insatisfatória está prejudicando indiretamente a economia brasileira tanto em questão do nível profissional como também com gastos mais altos no setor social.

Várias experiências - como apresentadas de vez em quando na televisão, por exemplo de uma escola do Ceará em março de 2016 - comprovam que é possível mudar este quadro. E que surpresa boa,  sem grandes investimentos financeiros. 

 

Situação habitaçional

Em comparação com o ano  2002  quando ficamos conhecendo  Fosfato, a situação habitacional mudou para o melhor. Embora que as casas na sua maioria são simples e não muito espaçosas, o avanço é óbvio, pois casas de taipa não se encontram mais praticamente.

 

Ainda falta resolver a situação com a água porque muitos moradores  têm que carregá-la em canistros porque não estão ligados á rede da incanação pública.

 

Embora que a ruas mais largas foram asfaltadas, os acessos para muitas casas permanecem precários e a falta do saneamento básico faz com que o mal cheiro está omnipresente.  

 

Nas duas primeiras fotos se vê umas das duas escolas. Depois o passeio continua pelo bairro de Fosfato e no final se apresentam até algumas casas "nobres" com fachadas de cerâmica.